A Netflix lançou nessa última quinta feira (27), a segunda temporada da série de ficção científica que dá continuidade a história de Takeshi Kovacs. A nova temporada chegou com oito episódios, muitas cenas de ação e diversas mudanças.

A ideia de imortalidade através da troca de capas (corpos) ainda é uma das premissas principais da trama porém, nessa temporada, ela é abordada de forma diferente. Se na temporada passada o assunto era abordado diretamente com pessoas trocando constantemente de capas ou clonando as suas atuais, nessa temos um foco no desejo de poder do ser humano em querer controlar a imortalidade no mundo. A política e a corrida por poder é uma das bases principais do roteiro nessa temporada.

A série começa um pouco lenta e aparentemente menos cativante nos primeiros episódios, mas conforme os acontecimentos desenrolam, a história ganha densidade e te surpreende positivamente.

ALTERED CARBON

A troca do ator principal foi uma das principais mudanças de Altered Carbon. Kovacs agora é interpretado por Anthony Mackie (falcão negro), que tem extrema habilidade em lutas de ação, somando positivamente para as diversas cenas que temos na série. A princípio a assimilação de que Mackie é realmente Takeshi pode ser um pouco complicada, já que o ator é extremamente carismático o que foge da personalidade do personagem. 

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Se na primeira temporada tínhamos um Kovacs sem sentimentos, sem muita expressão, sem sorrisos e extremamente frio, nessa temporada ele possui expressões fortes, olhares de compaixão que demonstram sentimentalismo e, em alguns momentos, até um ar de sorriso no rosto

Apesar do extremo carisma do ator, ao longo de sua interpretação ele consegue convencer muito bem como Takeshi, ao ponto de em alguns momentos fazer o telespectador sentir ódio dele após algumas atitudes do personagem.

Mackie conseguiu trazer em sua atuação toda a evolução do personagem, complexidade e profundidade. Se antes tinhamos um Takeshi que frio, que só pensava em si mesmo, agora podemos adentrar as camadas do personagem e conhecermos um Kovacs de sentimentos complexos, intensos e que possui uma certa empatia com o próximo.

Chris Conner retorna como Poe, a inteligência artificial que segue (e até idolatra) Kovacs. Poe ganha profundidade ao abordar assuntos sobre amizade, empatia e sentimentos de um ser que não é humano, mas possui sentimentos, dores “na alma” e até chora. Em alguns acontecimentos entre Poe e Kovacs chegam a ser revoltantes e chega a ser impossível não tomar partido a favor de Poe e desejar a morte de Takeshi. Mas tudo isso trás uma intensidade boa a série e te prende bem.

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Cenas de nudez ainda acontecem porém são bem encaixadas na trama, não acontecem mais gratuitamente, e até mesmo as que são mostradas são menos explícitas que as da temporada anterior.

Os efeitos especiais continuam sendo extremamente bem feitos e dão um show de beleza a série, além das cenas de luta muito bem coreografadas que trazem movimento e tiram o folego ao assisti-las.

O final da série me surpreendeu um pouco, pois fugiu do clichê que eu esperava ao desenrolar da trama, me deixando com aquele desejo de “preciso ver a terceira temporada logo”.

A evolução dos personagens e o amadurecimento da série na segunda temporada trouxeram uma qualidade maior à Altered Carbon e, apesar de alguns diálogos desnecessários e algumas fraquezas no roteiro, a trama evoluiu muito bem e conseguiu superar a primeira com uma história mais convincente e mais bem amarrada.

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Fernanda Tavassi

Paulistana residente em Foz do Iguaçu, apaixonada por games e animes!

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