Pioneira do eCommerce, a empresa superou dificuldades e se tornou modelo de sucesso mundial

Quem vê a Amazon, empresa mais valiosa do mundo até janeiro de 2019, tão grande e onipresente, não imagina o inicio humilde da atual gigante que ajudou a criar o modelo de comércio on-line que temos hoje.

A história da Amazon teve seu início em 5 de julho de 1994, em Seatlle, nos estados unidos, em uma época em que a internet ainda não havia se popularizado, pelo engenheiro, empresário e visionário Jeff Bezos, nascido no estado americano do Novo México em 1964 e que até então trabalhava como analista em Wall Street. Prevendo os avanços que poderiam acontecer na rede, Jeff resolveu criar um novo modelo de negócio: vendas e distribuição online de livros. Na época, o empresário batizou a empresa como “Cadabra” pois era algo mágico. Porém, o primeiro advogado da empresa, convenceu Jeff de que o nome soava muito semelhante a “Cadáver”, principalmente em chamadas telefônicas. Jeff ainda pensou em nomear a empresa como “Relentless”, que significa implacável, mas acabou decidindo finalmente por “Amazon”, inspirado no rio Amazonas, o mais extenso e com maior fluxo de água por vazão. Bezos esperava que seu novo negócio fosse tão grande e tão forte quanto o rio que inspirou o nome da empresa, se tornando um dia líder do segmento. 

A decisão de comercializar livros online foi definida por Jeff juntamente com sua esposa, pois tinham preços mais acessíveis e abrangem gostos mais variados aumentando a possibilidade de impacto de público, que itens de informática ou softwares, que também foram algumas das opções. A empresa então começa a funcionar originalmente na garagem da casa de Jeff, com os pedidos todos feitos online, o que era a maior inovação no comércio na época, conseguindo manter um grande catálogo de livros por causa de boas parcerias com atacadistas e distribuidoras, tendo sempre o livro que você queria e entregando o mais rápido possível, a um clique de distância. 

O site demorou um ano para ficar pronto, já que Jeff agia de forma metódica e calculista. Ele queria que o site fosse bem estruturado e com um bom modelo de negócios. O primeiro livro vendido, entrou no site em 1995, e se chamava “Conceitos de fluídos e Analogias Criativas”, de Douglas Hofstadter. O título em questão era acadêmico e abordava questões como inteligência artificial. Coincidência ou não, o livro que inaugurou o modelo de comércio online como conhecemos hoje, falava justamente sobre tecnologia. Nos primeiros dias da Amazon, toda vez que alguém fazia uma compra pelo site, um sino tocava e todos se reuniam para ver se conheciam o cliente. O próprio Jeff e seus primeiros funcionários empacotavam os livros e iam até os correios para envia-los. Não demorou muito para esse sino tocar com tanta frequência, que eles precisaram desliga-lo. No primeiro mês, a Amazon recebeu pedidos de todos os 50 estados Americanos, além de pedidos de 45 países ao redor do planeta. O sucesso inicial foi tão grande, que começou a incomodar grandes livrarias dos estados Unidos.

No ano de 1997, a Amazon já possuía mais de 2,5 milhões de livros no catálogo e 148 milhões de dólares em vendas. Com números impressionantes, eles já faziam oferta pública de venda de ações. As ações custaram inicialmente 18 dólares, mas com a demanda, no final do dia já haviam subido para 24 dólares. Hoje, 27 de dezembro de 2019, o valor da ação da empresa está em U$ 1.868,77. Porém, apesar de ter faturado na época 54 milhões com as vendas de ações, Bezos foi sincero com os acionistas. A empresa apresentava números negativos nos relatórios trimestrais e o CEO avisou que demoraria uma média de cinco anos para receberem algum tipo de lucro. Jeff estava mais preocupado em fortalecer a marca, criar uma boa infraestrutura do que lucrar. O primeiro saldo positivo veio somente no final de 2001.

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Em 98, A Amazon decidiu ampliar seu catálogo de produtos incluindo CDs, DVDs e no ano seguinte, brinquedos e eletrotônicos. Isso mostrava que o modelo de comercio online estava se fortalecendo e, no ano 2000, mais uma grande sacada do empresário foi essencial para aumentar ainda mais o sucesso da empresa: a implementação do Marketplace. Realizando a venda de itens de terceiros, como lojas menores, essas anunciavam no site da Amazon e pagavam uma pequena taxa para a empresa. Em 1999, Jeff Bezos foi capa da revista Time por ter sido escolhido “Pessoa do Ano”.

Porém foi na mudança do século, que a Amazon sofreu um grande baque. No ano 2000, as empresas online recebiam investimentos tão altos e irreais que quebraram a bolsa de Nova York, derrubando os preços das ações de um dia para o outro. Por conta disso, muitas empresas online deixaram de existir, e as ações da Amazon caíram de U$100 para U$6, causando a demissão de muita gente da equipe. Apesar da empresa sobreviver a quebra da bolsa, foi um momento difícil  porém crucial. Após esse acontecimento, apesar de demorar para se recuperar, a Amazon continuou operando e mostrou que tinha força no mercado online, fazendo-a decolar mais ainda.

Em 2001 a empresa resolveu lançar novos recursos no seu site para facilitar ainda mais a venda de livros para seus clientes. O “Look Inside the Book” (dê uma olhada) tornou-se popular por permitir que os consumidores verem se o livro atendia suas expectativas. Mais tarde, em 2003, o recurso “Pesquisar dentro do Livro” foi adicionado, permitindo que o internauta pesquisasse palavras-chave dentro do livro, sendo mais uma inovação e diferencial da gigante online.

Para diminuir o tempo de entrega e trazer ofertas exclusivas como benefícios, a empresa lança em 2005 a assinatura premium Amazon Prime. Essa assinatura logo passou a dar acesso a plataforma de streaming de filmes e séries, a Amazon Video, possuindo conteúdos originais de excelente qualidade. No ano seguinte, veio o Amazon Web Services, oferecendo serviços de hospedagem e armazenamento na nuvem, oferecendo hoje suporte também para o gerenciamento de redes, aplicativos e banco de dados, ferramentas de desenvolvimento e internet das coisas. em 2015 a empresa já contava com mais de 1 milhão de usuários incluindo empresas como a Nasa e a Netflix.

Em 2004, a Amazon começou a planejar o eReader mais famoso do mercado, que a princípio chamava-se Fiona, que significa “Ascender um Fogo”, claro estímulo intelectual da leitura. O lançamento veio em 2007 como o nome de Kindle, e foi um sucesso, e todo os estoque do produto esgotou em 5 meses. A primeira versão vinha com um teclado físico pois não era touchscreen, e uma tela ink de 6 polegadas. Posteriormente, a empresa lançou o modelo Kindle DX com tela de 9,7 polegadas e com o passar dos anos, o aparelho ganhou novos recursos tecnológicos como retroiluminação com led e outros. A chegada do Kindle criou o hábito mundial de consumo de E-books, onde existe a possibilidade de ler seu livro em qualquer lugar, além da possibilidade de permitir o leitor de possuir uma vasta biblioteca sem precisar de um espaço físico. O Kindle mais atual é o 10a geração, muito mais leve que seus antecessores e com tela iluminada. 

A entrada no mercado de tablets iniciou-se em 2011 com o lançamento do KindleFire, um tablet de 7 polegadas que incluía acesso a Amazon Appstore, com tanta promoção quanto se encontra no site da Amazon. Hoje o antigo KindleFire se chama HD e possui versões exclusivas para crianças. 
Apesar de ser uma mente brilhante, Jeff Bezos em 2014 investiu em um dos maiores fracassos da Amazon, o Fire Phone, um smartphone fabricado pela Foxconn e que se destacava por ter uma interface com efeitos de profundidade e um recurso em sua câmera que lia textos e identificava objetos te levando diretamente para o site da Amazon. Apesar desses dois recursos impressionantes, eles não foram o suficiente para emplacar o srmatphone sendo descontinuado em apenas um ano após seu lançamento, figurando entre alguns fracassos da empresa.

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Apesar disso, a Amazon não deixou de investir em projetos ambiciosos ou até em lançamentos limitados. O PrimeAir, sistema de entregas por drones é um desses projetos ambiciosos em que a empresa investiu, junto com a AmazonGo em dezembro de 2016, uma mercearia que não possui nenhum atendente humano. Para realizar as compras na AmazonGo, basta pegar seus produtos na prateleira e sair pela porta.  A ideia original havia surgido alguns meses antes, com a ideia de, ao percorrer a loja, sua conta Amazon  apresentava os itens que você desejava comprar. Com Sensores nas portas, ao sair, sua conta online automaticamente faz o check-out finalizando sua fatura on-line em sua conta.

Para concorrer com a Siri e a Cortana, a empresa lançou o Echo, um dispositivo com o qual você pode controlar outros dispositivos inteligentes na sua casa por comando de voz e vem equipado com a assistente pessoal Alexa. Várias versões já foram lançadas e o sucesso foi muito maior do que a Amazon poderia esperar. Além disso, também foi realizado um investimento ousado, a compra de uma rede de supermercados dos Estados Unidos, a WholeFoods. Considerada como uma rede de alto padrão, é focada em produtos orgânicos e naturais.

A meia noite do dia 6 de dezembro de 2012, a Amazon abriu as portas oficialmente ao mercado brasileiro com o lançamento do domínio brasileiro do site, o amazon.com.br. No início, somente livros e o Kindle mais básico estavam disponíveis a venda. As livrarias brasileiras não ficaram felizes com a chegada da Amazon ao país e lutaram ferozmente para diminuir essa agressividade nas promoções ofertadas pela Amazon, inclusive com uma lei que limitava a porcentagem máxima de descontos no primeiro ano de lançamento a apenas 10%, não importando se a loja é física ou virtual. 

Aos poucos, outras novidades ao site brasileiro foram chegando e, em dezembro de 2016 a empresa estreou o serviço de Stream Amazon Vídeo no Brasil e, em 2017, o Marketplace. Sendo atualmente uma das maiores empresas da internet mundial, A Amazon tem um vasto leque de produtos e serviços, como AmazonFres, AmazonPrime, Alexa, Eco, Musica, Amazon Digital Game Store, entre outros. O fundador da Amazon, Jeff Bezos, atualmente é também CEO da Blue Origin, uma empresa de exploração e transporte espacial rival da SpaceX de Elon Musk, que existe graças ao sucesso financeiro da Amazon, o que possibilitou a Jeff explorar horizontes ainda mais distantes.

Atualmente, a empresa conta com mais de 600 mil funcionários nos países em que opera, incluindo Brasil, sendo que mais de 275 mil deles estão nos Estados Unidos, estando em primeiro lugar como empresa mais valiosa do mundo em janeiro de 2019, tendo um valor da marca em U$187,9 bilhões, faturando U$233 bilhões no ano de 2018. 

E por aqui na Atacado Games você encontra diversos produtos da empresa como o Kindle Paperwhite, Echo Show 5, EchoPlus 2, FireHD, TV Stick e vários outros, para complementar sua lista de produtos de sucesso tecnológico de uma das maiores empresas mundiais da internet!

Fontes: Tecmundo, Cultura Mix, Oficina da Net, Exame, Canaltech, Estadão.

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Fernanda Tavassi

Paulistana residente em Foz do Iguaçu, apaixonada por games e animes!

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